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sábado, 7 de novembro de 2015

O Neoliberalismo, Estado do Bem-Estar e a Globalização




Neoliberalismo

            O sistema Neoliberal é caracterizado pelo conjunto de ideias e políticas que defende a não participação do Estado na economia, enfatizando de que é necessário que haja total liberdade do comércio, porque é por meio dele que o crescimento econômico social de um país estará garantido.  Diferente do liberalismo, no neoliberalismo, apesar de também pensar que o poder de regulação do mercado é alto, não dispensa totalmente a intervenção do Estado em determinadas áreas.
            Esse sistema ganhou notoriedade na década de 70, pela escola monetarista do economista Milton Friedman, vindo como uma solução para a crise que atingiu a economia mundial de 73.

            O sistema neoliberal defende que o Estado não deve fornecer as funções básicas, mas sim regular essas funções, cabendo às empresas privadas a responsabilidade desses serviços essenciais a fim de prover a sociedade. O governo deve exercer pouca intervenção no mercado de trabalho, uma política de privatizações da empresas estatais, livre circulação de capitais internacionais, ênfase na globalização, entre outros. Os críticos a esse sistema afirmam que este tipo de economia apenas beneficia grandes potências, enquanto os defensores acreditam que esse sistema é capaz de gerar o desenvolvimento econômico e social de um país.

            Para o neoliberalismo, a liberdade econômica é uma condição essencial para a liberdade das sociedades e dos indivíduos. Teve grande apoio na década de 70 em face à crise de petróleo, quando se alegava que o Estado Keynesiano (Bem-Estar), havia se tornado estatizante, coletivista e demasiado grande.

            O neoliberalismo é um liberalismo mitigado. O liberalismo defende a não intervenção (total) do Estado, prezando a liberdade e o individualismo econômico, ou seja, o governo apenas preserva a liberdade individual, harmonizando essa liberdade com vistas ao bem-estar coletivo, ou seja, tudo deve ser controlado pelo mercado, que por sua vez, deve se auto-regular. Deve-se ressaltar também que, no liberalismo, para o crescimento da produção e do mercado é necessário a divisão do trabalho que, para ser eficaz depende da livre concorrência.

A resposta do liberalismo para a não intervenção do Estado na economia é que o mercado já possui seus mecanismos próprios de regulação, a chamada mão invisível, responsável por trazer benefícios para a sociedade, além de promover a evolução generalizada



Estado do Bem-Estar – Welfare State

            O Estado do Bem-Estar Social tem por objetivo atender as necessidades e demandas da população, ou seja, parte do princípio de que o Estado é assistencial e deve suprir o mínimo na questão da saúde, habitação, renda, previdência e outros, a fim de fornecer e regular serviços que proporcionem uma melhor qualidade de vida aos seus habitantes.

            É um Estado que não tem que controlar, mas sim ser um agente econômico para contribuir para a vida das pessoas. É também um agente de política, o qual estabelece o que deve ser feito, além de onde e quando investir. Vale ressaltar que o grau de intervenção dependerá de país para país.

            O Estado do Bem-Estar ou Welfare State se consolidou após a 2ª Guerra Mundial e o seu desenvolvimento liga-se ao processo da industrialização e dos problemas sociais ocasionados pela mesma. A diferença entre o Estado do Bem-Estar em relação aos outros Estados não está apenas relacionado à intervenção estatal, mas principalmente pelo fato da garantia de direitos sociais. O objetivo desse Estado é de intervir na economia de modo a regular praticamente todas as atividades produtivas, com a finalidade da geração de riquezas e a diminuição das desigualdades sociais.


Escola Keynesiana
            É uma organização político-econômica oposta às concepções neoliberais, que se fundamenta no Estado como um agente indispensável do controle de economia, que possui o objetivo de conduzir a um sistema pleno de emprego.

            John Maynard Keynes foi quem influenciou e defendia uma política econômica de Estado intervencionista, influenciando na renovação das teorias clássicas e na reformulação da política de livre mercado.

            Vai contra os clássicos, que dizem que o ciclo econômico se auto-regula, ou seja, Keynes partia do princípio de que o ciclo econômico é determinado pelo “espírito animal” dos empresários, sendo por esse motivo e também pelo fato de que o sistema capitalista é incapaz de gerar empregos para todas as pessoas, que defendia a intervenção do Estado na economia.

            A teoria Keynesiana fundamenta-se no dever que o Estado possui de conceder benefícios sociais, que garantam o mínimo de qualidade e dignidade a população. Um Estado que é agente direto na economia, que visa ao bem-estar, que distribui renda e que faz investimentos sociais, que por sua vez, são pagos pela população em forma de impostos.


Papel do Estado na economia do século XX

            O Estado brasileiro hoje é misto: visto que a constituição de 88 é considerada como a constituição cidadã, por garantir diversos direitos sociais, pode-se dizer que o Brasil conta com essas 2 experiências de Estado, o do Bem-Estar Social e o do Neoliberalismo, afinal, é um agente normativo e regulador, que exerce funções de fiscalização por intermédio de agências executivas e reguladoras, todavia, incentivando o regime de livre competição ou pelo livre mercado.


Globalização

            A globalização pode ser chamada de uma grande rede de conexões, que a cada dia, diminui as distâncias, sendo caracterizada como uma rede de internacionalização econômica (integração). É responsável por praticamente tudo que ocorre na economia, pois é um processo econômico e social que estabelece uma integração entre pessoas e países de todo o mundo, no sentido da realização de transações financeiras e comerciais.

Vantagens à Há uma “compressão” no espaço e no tempo, ou seja, uma diminuição da distância e do tempo, permitindo que tudo seja mais rápido e que ultrapasse as fronteiras.

Desvantagens à Se beneficiam mais as nações e localidade mais desenvolvidas, chegando atrasado ou incompleto em outras regiões, fazendo com que estas, por exemplo, se tornem dependentes economicamente.


            É válido comentar que há críticas em frente à globalização, tendo por base o protecionismo comercial e o imperialismo político econômico em favor dos países desenvolvidos, que, por possuir tecnologia avançada, permite que seu produto seja colocado no globo em uma qualidade superior.
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