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sábado, 12 de dezembro de 2015

Economia: Resenha do documentário "História das Coisas"


            História das Coisas é um curta-metragem objetivo e de fácil entendimento, que aborda a História das Coisas, ou seja, de onde vem e para onde vão tudo o que compramos. Neste documentário é citado o consumo exagerado pela busca de bens materiais, ocasionado por uma falsa necessidade que os indivíduos possuem, como também os impactos que isso gera ao meio ambiente. Ressalta a maneira irresponsável de como estão tratando os recursos naturais e o quão negativo isto se torna para a natureza, para a população do planeta e para que esta matéria-prima se torne escassa.


As coisas se deslocam ao longo do sistema e passam por estágios, como o da extração à produção e o da distribuição à exposição. Isto pode parecer simples, mas por de trás desse simples esquema, há inúmeros fatores que devem ser considerados, afinal, o sistema está em crise, pois vivemos em um planeta finito.

O primeiro estágio da produção das coisas é a extração, que é uma forma elegante de classificar a exploração dos recursos naturais e a devastação do planeta, afinal, árvores são cortadas, florestas desmatadas e a fauna e flora destruídas para o alcance das matérias primas. Essas matérias primas vão para a produção, e agora, usa-se a energia para a mistura de químicos tóxicos com os recursos naturais a fim de produzir os produtos, que por sua vez, são químicos. Atualmente, no comércio são usados cerca de 100.000 químicos sintéticos que trazem riscos a saúde da população.

Outro ponto a se destacar são homens e mulheres que trabalham na produção desses bens, ou seja, nas fábricas. Em sua maioria, são mulheres que se encontram em idade fértil e que trabalham com tóxicos reprodutivos, trazendo assim, sérios riscos à sua saúde e a de seu futuro bebê. Agora você pode se perguntar: Mas por que há mulheres que se submetem a esta situação? A resposta é simples, acontece pela falta de opção. A destruição do meio ambiente e das economias locais garantem a oferta de pessoas sem alternativas de trabalho. Para se ter uma ideia, em todo o mundo, cerca de 200 mil pessoas estão migrando para cidades e favelas em busca de trabalho, mesmo sendo os de alto risco.

Podemos notar que não são apenas os recursos que estão sendo prejudicados, mas também pessoas e comunidades inteiras estão sendo afetadas por essa insaciável busca de matérias primas e, consequentemente, o desmatamento do planeta.

Nas fábricas, há a mistura da matéria prima com outros tóxicos, a qual no fim produz-se um produto tóxico e nocivo à saúde das pessoas. Mas e depois, para onde vão esses produtos? Vão direto para as nossas casas, afinal, essas matérias primas se tornam bens de consumo.

Quando falamos em distribuição, falamos em vender todo esse “lixo” tóxico o mais rápido possível, cujo objetivo é manter os preços baixos e também manter as pessoas realizando compras. Nisso ocorre a desvalorização dos vendedores, que ganham pouco. Tudo gira em torno de externalizar custos, ou seja, o custo real de fabricar coisas não é compatível com o preço, em outras palavras, não estamos pagando pelo o que compramos. E quem paga? No caso, as pessoas que perderam sua base de recursos naturais, com a perda de seu ar puro e com o aumento de níveis de câncer e também pelo fato de pessoas receberem menos do que deveriam pelos esforços de seu trabalho.

Tudo ocorre em torno do consumo e das compras para movimentar esse sistema e gerar lucros. Um dos problemas é que em poucos meses esses produtos são descartados. E com isso, como é possível administrar um planeta? É válido ressaltar que antigamente era desejável cuidar dos próprios bens, diferente de hoje, onde tudo se descarta. Porém, tudo isso foi planejado, pois a partir da 2ª Guerra Mundial, buscava-se uma forma de melhorar a economia, então, um analista de varejo viu a solução que veio a se tornar uma regra para todo o sistema.  Ele pensou: “Nossa economia produtiva exige que façamos do consumo o nosso meio de vida. Devemos converter a compra e o uso desses bens em rituais, que busquemos nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, em consumo. Precisamos ter coisas consumidas, queimadas, substituídas e descartadas de modo maior e mais acelerado”.

Para isso ocorrer, as estratégias adotadas foram a criação de produtos que se tornam inúteis o mais rápido possível, para que joguemos fora o quanto antes e compremos um novo. Um exemplo é o computador, já que sua tecnologia se inova em tão pouco tempo que, em menos de 1 ano já há diversas outras funcionalidades em um notebook que não possuía no modelo anterior. Outro ponto é nos convencer de jogarmos fora produtos que ainda são perfeitamente úteis, um exemplo clássico disso é a moda. Embora tenhamos um sapato bom, este pode se tornar “ultrapassado” pelos tempos atuais. Outro exemplo é o celular, pois, mesmo você possuindo um aparelho que comprou no ano passado e possui todas as funcionalidades, hoje já existem outros novos modelos e que seus amigos já possuem e você não.

A propaganda desempenha um papel fundamental nesta questão, afinal, somos bombardeados com inúmeros anúncios ao longo do dia. Se você refletir sobre isso, poderá notar que um anúncio tem a capacidade de nos deixar infelizes com o que temos. São os cabelos que poderiam ser mais macios, as roupas que estão ultrapassadas, os carros que serão a sensação para o próximo ano e que você deve ter, enfim, são anúncios que nos induzem a comprar, a solução para os nossos problemas é ir fazer compras.

Então, trabalhamos para comprar! Muitas pessoas possuem mais de um trabalho e não passam o dia com sua família ou são raros os momentos de lazer. Quando chegam em suas casas, ligam suas televisões e são bombardeadas de anúncios que dizem o quanto você poderia ser melhor se tivesse isso ou aquilo, e então se dirigem ao shopping e fazem compras para se sentirem melhor.
E agora, o que fazemos com tudo o que compramos? Tudo vai para o lixo, na verdade, para um aterro sanitário, que por sua vez, é um buraco em nosso solo, o qual é depositado o lixo queimado no incinerador, poluindo o ar, a terra e a água.

Uma alternativa para o lixo é a prática da reciclagem, porém, esta não é o suficiente. Temos que parar com a nossa mentalidade de fazer compras de forma a nos satisfazer emocionalmente, pois precisamos nos livrar desse pensamento de desperdício. É interessante pensarmos em sustentabilidade e equidade para uma energia renovável e economias vivas locais.
Precisamos cuidar de nosso planeta e de nós mesmos, pois esse consumo excessivo só tende a nos degradar, prejudicando nossa saúde e os recursos naturais de nosso planeta.

Fica o link para quem quiser assistir ;)
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