.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Mentes Assassinas I: Pedrinho Matador

Afirmando ter cometido 100 assassinatos, sendo 47 deles realizados dentro de presídios e o restante fora, Pedro Rodrigues Filho é o homem que ficou por mais tempo preso em uma cadeia brasileira.

Nascido no Estado de Minas Gerais, mais especificamente na pequena cidade de Santa Rica do Sapucaí, em uma fazenda, Pedrinho Matador (apelido o qual se tornou conhecido), veio ao mundo com o crânio ferido, devido aos chutes que seu pai desferiu contra a barriga de sua mãe durante uma briga.

Sua primeira tentativa de assassinato foi aos 13 anos, cuja vítima foi o seu primo, que foi empurrado no moedor elétrico de cana de açúcar. A partir daí, seus crimes contra a vida só viriam a aumentar. Sua próxima vítima foi morta porque Pedrinho queria defender a honra de seu pai, o qual viria a ser assassinato pelo próprio filho anos mais tarde. Seu pai trabalhava na escola da Prefeitura da cidade e foi acusado de roubar a merenda, sendo despedido pelo vice-prefeito sem direitos trabalhistas. Segundo Pedrinho, seu pai foi acusado injustamente, pois quem praticava os roubos era o guarda de outro período.

Para se vingar, armou uma tocaia e matou o vice-prefeito na porta de sua casa com dois tiros de espingarda. Depois de cerca de 1 mês matou o guarda suspeito dentro da escola, o qual segundo ele era o verdadeiro culpado pelo delito.
Quando se refugiou na Grande São Paulo, conheceu Botinha, viúva de um líder de tráfico e que assumiu as tarefas do falecido. Segundo Pedrinho, havia traficantes que não gostavam dele e, por isso, ele os matou. Botinha foi morta pela polícia e Pedrinho escapou.

Pedrinho Matador diz que também já matou por amor. Quando se casou com Aparecida, que foi morta a mando de um traficante de Jacareí-SP, foi ao casamento do irmão dele e deu ordens aos seus comparsas de matar todos os homens da festa, menos mulheres e crianças. Nisso, 8 pessoas foram mortas e 14 ficaram feridas.

Quando Pedrinho Matador chegou à prisão, tinha apenas 18 anos e já era temido pelos presidiários, não podendo se misturar com os demais. O medo entre os presos se espalhou ainda mais quando Pedrinho soube da morte de sua mãe e que o autor do crime foi seu próprio pai, jurando vingança.

Quando estava com 20 anos de idade, seu pai foi cumprir pena de um assassinato no mesmo presídio que Pedrinho e mal teve tempo de encarar os olhos de vingança do filho, sendo morto com exatamente 22 facadas, porque sua mãe havia recebido 21 e ele deu outra a mais. Segundo Pedrinho, como era vingança, cortou um pedaço do coração de seu pai, mastigou e jogou fora.

Segundo o psiquiatra forense Guido Palomba, embora o diagnóstico atribuído ao Pedrinho Matador seja o de um de psicopata, na visão de Palomba, é correto diagnosticá-lo como um encefalopata (saiba tudo aqui), pois ele não é louco completamente, tampouco normal completamente. Ou seja, não delira, não alucina, tem um discurso coerente, mas possui absoluta falta de remorso e frieza afetiva, não conseguindo entender de fato a gravidade de tudo o que faz, se diferenciando assim, de pessoas normais.

Segundo Pedrinho, gostava mesmo de matar utilizando-se de faca e estilete. A sensação que descreve após os assassinatos é de alívio, como se tomasse um banho gelado.

Pedrinho sobreviveu na cadeia ao longo de 34 anos, sendo jurado de morte e temido por todos. Segundo ele teve que dar muita facada para viver, pois era matar ou morrer. Já matou no refeitório, na cela, na rua, matou porque um detento roncava, outro porque não ia com a cara dele e por diversos outros motivos. Pedrinho Matador foi o maior homicida do sistema prisional e se orgulha disso, tendo uma tatuagem em seu braço escrito: “Mato por Prazer”.

Embora Pedrinho Matador tenha ganhado notoriedade pelo grande número de assassinatos que afirma ter cometido e pelas histórias que conta, não se sabe se é este um número real, afinal, assassinos em séries costumam misturar a fantasia com a realidade e em seu processo penal constavam-se 18 acusações contra ele. Resta saber se documentos foram perdidos durante a informatização dos Tribunais ou se o número de assassinatos não foi exatamente como ele conta.
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários :

Postar um comentário

Total de visualizações

Copyright © A Personalidade Jurídica ⚖ | Traduzido Por: Mais Template

Design by Anders Noren | Blogger Theme by NewBloggerThemes