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terça-feira, 2 de agosto de 2016

5 juízes que são exemplos de superação

Ex-doméstica
Ministra do Tribunal Superior do TrabalhoDelaíde Alves Miranda ajudava seus pais na plantação de feijão, arroz e milho junto com seus outros 9 irmãos.
De família simples, aos 14 anos deixou a zona rural do interior de Goiás e foi para a cidade, passando a trabalhar como empregada doméstica a fim de poder estudar. Delaíde estudava no período da noite e aproveitava seu tempo livre para as “lições de casa”.
Um tempo depois sua mãe conseguiu um trabalho de recepcionista para a atual magistrada em um consultório de um médico, marido de uma prima e, com essa ajuda, ela conseguiu uma vaga para cursar o segundo grau.
Em troca de refeição e moradia, a ministra exercia a atividade de empregada doméstica, mas depois trabalhou em um escritório de advocacia e em uma revendedora de tratores, conseguindo assim dinheiro para dividir uma casa com outra prima.
Delaíde advogou por mais de 30 anos e foi indicada para o cargo no TST pela Ordem dos Advogados do Brasil no começo de 2011. Desde então, ela já julgou mais de 26 mil processos. Outros 13 mil estão para análise - a meta é atender a pelo menos mil por mês.


Ex-borracheiro
O juiz federal Rolando Valcir Spanholo, filho de pai borracheiro e mãe costureira, não possuía nenhuma ligação com o mundo do direito.

Começou a trabalhar cedo com os irmãos, dentre os 9 anos de idade, consertando carros com seu pai. Seu objetivo era apenas mudar de vida: cursar direito e se tornar advogado, mas o sonho da magistratura aflorou durante o curso.

Sua faculdade ficava a 250 km de distância de sua casa e, como trabalhava durante o dia, no final da tarde pegava o ônibus e era neste momento que se dedicava aos estudos, além dos domingos, pois aos sábados ele trabalhava com vendas em cidades mais distantes.

Após a faculdade fez vários concursos e conseguiu algumas aprovações em primeira e segunda etapa, porém, ficou 8 anos sem prestar concurso e os seus estudos ficaram restritos à atividade jurídica na qual atuava na época.

Em 2010 retornou para o mundo dos concursos com o foco na magistratura federal. Rolando estudou tanto que acumulou 200 kg em papel das matérias. Depois de tanto insistir, foi aprovado e ficou entre os 60 primeiros para a vaga de Juiz no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Clique aqui e conheça a história do magistrado.


Ex-cortadora de cana
De família de lavradores e trabalhadores braçais, Antônia Maria Faleiros só conheceu a luz elétrica aos 17 anos, idade em que se mudou para Belo Horizonte em busca de novas oportunidades de trabalho e estudos.

Trabalhou como empregada doméstica e durante 8 meses, dormiu em um ponto de ônibus por não ter onde ficar. Para conseguir a aprovação em seu primeiro concurso, de oficial de justiça do Tribunal de Justiça de Minas, ela catava, no lixo, folhas borradas de um mimeógrafo onde eram feitas apostilas de um cursinho preparatório.

Foi com essas apostilas descartadas que Antônia estudou, fez o concurso e foi aprovada como oficial de justiça. Começava assim sua vida profissional junto ao poder judiciário.

A história de Antônia foi enredo para a série "A Origem da Inspiração", que é composta por cinco curtas com dois minutos de duração cada. Os vídeos mostram histórias de superação e inspiração, servindo de lição a todos.
Clique aqui e conheça a história da magistrada.


Ex-Motorista do Tribunal de Justiça
Reinaldo Moura de Souza vivia em Aracajú com seus pais e irmãos. Aos 22 anos, levou seu tio de carro à São Paulo e se encantou com a cidade, decidindo permanecer na capital por mais 1 semana a fim de prestar concurso para motorista no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Foi aprovado, pediu sua namorada em casamento e se mudou de vez para a nova cidade. Após 6 meses, decidiu migrar para a área jurídica, prestou vestibular e passou em uma universidade particular. 

Enquanto esperava no carro os magistrados, ele aproveitava para estudar e se preparar para os concursos os quais almejava e, no final da faculdade, prestou concurso para Oficial de Justiça e foi aprovado. Depois de muita dedicação aos estudos, foi aprovado também como juiz e ficou em 36º entre as 86 vagas. Após a posse, Reinaldo ainda pagou as 24 parcelas da faculdade que parcelou quando ainda era estudante.


Ex flanelinha e vendedor de bananas
Edilson Enedino das Chagas é juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e iniciou o trabalho desde cedo: aos 8 anos de idade vendia bananas para ajudar no orçamento da família. Dentre as atividades já exercidas, destacam-se a de jornaleiro, faxineiro, ajudante de obras, vendedor de picolés e flanelinha.

Filho de um tratorista e uma dona de casa, o magistrado dividia com seus pais e seus quatro irmãos um cômodo que conseguiram comprar por meio de um programa habitacional. Quando tinha quase dois anos de idade, seu pai morreu e deixou a família que se virou com um salário mínimo por mês para sobreviver. Sem dinheiro para comer, eles dependiam de doações do governo para conseguirem se alimentar. 

Em 1991 ele foi aprovado como faxineiro de uma empresa terceirizada que prestava serviços para o Tribunal Superior do Trabalho. Com a aproximação com o direito, Chargas prestou vestibular em uma universidade particular e foi aprovado. 

Depois de formado, ele passou três meses, sem parar de trabalhar, dedicando-se à preparação para a prova. Eram 900 inscritos para 38 vagas e, mesmo Chargas não parando suas outras funções, conseguiu ser aprovado em 1º lugar. 

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